Levantas-te da trave,
Azeda como azeitona.
O som da letra alheia pinga e escorre
Pela gola do casaco fechado.
Esticas o pescoço de garça,
Alisas as penas de flamingo
Sobre um pé, em esforço.
Bebericas uma farsa doce
De olhos postos na travessa;
Na travessa de açorda servida à pressa.
E já a noite da praxe chega, de rompante
E logo abala balançando,
pelo rasto das letras
de músicas estrangeiras.
de músicas estrangeiras.
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