As aves agitam a derradeira quietude da tarde.
Bebo a luz remanescente
que acende os teus ângulos e sulcos
a tua matéria,
o teu tempo.
Afloro, com os dedos acesos,
uma nova parcela do teu rosto.
Do planalto dos teus ombros
já não vislumbro nem idade
nem fronteiras.
Admiro,
para além do que a vista alcança,
o teu chão uno,
que, com o coração e a vontade, soube poupar
ao meu indene desejo.
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